CIÊNCIA E VIDA!!

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quinta-feira, 8 de março de 2012

Polialelia e grupos sanguineos

 Alelos Múltiplos ou Polialelia - Genótipos dos Grupos Sanguíneos ABO
 
Polialelia é a ocorrência de diversos tipos de genes todos alelos entre si, já que ocupam o mesmo locus cromossômico, justificando diversas expressões fenotípicas de um mesmo caráter.
Foi constatado que os grupos sanguíneos, do sistema ABO, são condicionados não por um par de genes, mas por 3 genes que interagem dois a dois.
Gene IA, que determina a formação do grupo A;
Gene IB, que determina a formação do grupo B;
Gene i,  que determina a formação do grupo O.
O I ou i vem de ‘imunidade’.
O gene i é recessivo em relação aos outros dois e não ocorre dominância entre os genes IA e IB.
IA  = IB > i
O quadro abaixo mostra as diferentes possibilidades de tipos sanguíneos.
GRUPOS
GENÓTIPOS
HOMOZIGOTOS
HETEROZIGOTOS
A
IA IA
IA i
B
IB IB
IB i
AB
-
IA IB
O
i i
-

Caracterização dos Grupos Sanguíneos do Sistema ABO
GRUPOS
HEMÁCIAS
aglutinogênio
PLASMA
aglutinina
DOA PARA
RECEBE DE
A
A
anti-B
A – AB
A – O
B
B
anti-A
B – AB
B - O
AB
A e B
-
AB
A-B-AB-O
O
-
anti-A e anti-B
A-B-AB-O
O
As pessoas do grupo O são conhecidas como doadoras universais.
As do grupo AB são chamadas de receptoras universais.

Fator Rh ou D
Além do grupo sangüíneo, é necessário observar o fator Rh em uma transfusão sangüínea. Esse é um outro sistema, independente do ABO.
O nome se deve ao fato de ter sido descoberto inicialmente no sangue dos macacos do gênero Rhesus. Não é um caso de polialelia.
O fator Rh é uma proteína (aglutinogênio ou antígeno Rh) que pode ser encontrada nas hemácias de algumas pessoas (ditas Rh+).
O gene R condiciona a produção do fator Rh;
O gene r condiciona a não-produção do fator Rh.

FENÓTIPOS
GENÓTIPOS
Rh+
RR - Rr
Rh-
rr
Transfusões possíveis dentro do sistema Rh
Rh-   <-->   Rh-      -->      Rh+   <-->   Rh+
 
Um problema muito importante em relação ao sistema Rh é a incompatibilidade feto-materna.
Quando a mulher tem sangue Rh- e casa com um homem Rh+, existe a possibilidade de que nasçam filhos Rh+.
Durante o parto, quando do descolamento da placenta, ocorre uma passagem de hemácias fetais para a circulação materna. A partir dessa ocasião, passa a haver uma produção e acúmulo de aglutininas (anticorpos) anti-Rh no sangue materno.
Em gestações posteriores, de filhos Rh+, os anticorpos maternos atravessam a placenta, alcançando a circulação do feto. A reação entre os aglutinogênios fetais e as aglutininas maternas provoca a aglutinação e a destruição das hemácias (hemólise) do sangue fetal. A hemoglobina se acumula na pele, provocando a icterícia. A medula óssea lança no sangue células imaturas (eritroblastos).
O quadro apresentado pela criança ao nascer é chamado de eritroblastose fetal (EF) ou doença hemolítica do recém-nascido (DHRN).
Nos casos menos graves, a criança pode sobreviver se for submetida a uma substituição de grande parte do seu sangue Rh+, por outro Rh-, que lentamente será substituído por seu próprio sangue Rh+, pelo seu organismo.
Atualmente, o problema é controlado com a aplicação, na mulher Rh-, de uma dose única de aglutinina anti-Rh, obtida do sangue de mulheres já sensibilizadas.
Essa aplicação deve ocorrer nas primeiras 72 horas após cada parto de feto Rh+.
Como as aglutininas injetadas são heterólogas (não produzidas pela própria mulher) logo serão eliminadas do seu organismo.
Herança dos grupos sanguíneos
GRUPOS SANGUÍNEOS
DOS PAIS
GRUPOS SANGUÍNEOS
DOS FILHOS
A x A
A – O
A x B
A – B – AB – O
A x AB
A – B – AB
A x O
A – O
B x B
B – O
B x AB
A – B - AB
B x O
B – O
AB x AB
A – B – AB
AB x O
A – B
O x O
O
Observamos no quadro acima que casais AxB, se forem heterozigotos, podem gerar filhos com qualquer um dos tipos sanguíneos. Este fato torna o exame de sangue inconclusivo em casos de confirmação de paternidade/maternidade.

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